Alerta na Pandemia: Cuiabá constata aumento de casos após liberações e sinaliza não reabrir bares e shoppings

Cidades

Segunda-Feira, 25 de Maio de 2020, 19h:42 | Atualizado:   EMBASAMENTO CIENTÍFICO

Cuiabá constata aumento de casos após liberações e sinaliza não reabrir bares e shoppings

Secretário afirma que decisões não serão tomadas “da cabeça do gestor”

RODIVALDO RIBEIRO
Da Redação

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O secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Antônio Possas de Carvalho, disse em entrevista no início da tarde desta segunda-feira (25) que a tendência da administração municipal é não aumentar a flexibilização da atividade econômica enquanto persistir o estado de alerta gerado pela pandemia de Covid-19.

Segundo ele, há relação direta entre o aumento dos casos nos últimos dias e a “flexibilização exagerada em Várzea Grande”, onde a prefeita Lucimar Sacre de Campos (DEM) demorou para tomar medidas de restrição à circulação de pessoas, além da reabertura de parte do comércio na Capital.

De acordo com Possas, Cuiabá vai continuar seguindo orientações científicas, que ordenam retomada gradual e sob condições muito específicas. “Não estamos tirando nada do achismo nem da cabeça de nenhum gestor, estamos seguindo as orientações dos profissionais [de saúde], que nos orientam passo a passo sobre quais são as medidas corretas”, disse em entrevista ao MT1, da Globo.

Possas de Carvalho também sinalizou que não deverá reabrir shoppings, bares, restaurantes e academias nos próximos dias, como estava anteriormente previsto, devido ao aumento do número de casos confirmados e mortes decorrentes do novo coronavírus. “Se alguma delas atropelar, passar do limite, com certeza virão as consequênicias, que são número de internações, número de UTIs suficiente e consequentemente um maior número de mortes”, explicou.

O titular da Secretaria Municipal de Saúde lembrou ainda dos casos de autoridades municipais ao redor do mundo, como os prefeitos de Milão — que chegou a encampar uma campanha de que a cidade “não podia parar” e depois teve que se responsabilizar pelas mortes e se desculpar — e Nova York, que primeiro condenou o isolamento e depois foi obrigado a decretar lockdown, imposto por força de polícia. Segundo ele, ambos tiveram que mandar fechar tudo.

“No caso de Nova York, chegou a abrir, mas os casos aumentaram e ele teve que fechar tudo de novo, voltando à estaca zero”, disse.

Depois, ele encerrou a entrevista agradecendo a oportunidade de passar orientações à população e fazendo novo apelo. “Só reitero à população: fique em casa, use máscara, tome as providências. Essa virose não é brincadeira, é uma virose leve de transmitir e pesada em consequências à saúde”.

Uma série de decretos assinados pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) foram assinados para normatizar as medidas preconizadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde), implantadas pelo Ministério da Saúde brasileiro, desde a chegada da pandemia no Brasil, em março.

No último decreto, emitido no dia 15 de maio, proíbe inclusive aglomerações dentro dos condomínios, onde as pessoas comuns andavam fazendo churrascos, festinhas e reuniões.

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