Sábado, 24 de Outubro de 2020

Luto em MT: Aos 92 anos, morre o Bispo Dom Pedro Casaldáliga

Nascido na Catalunha, ele era bispo emérito de São Féllix do Araguaia e se notabilizou pela defesa dos direitos humanos

WELINGTON SABINO
Da Redação

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Depois de ficar internado por em São Paulo por mais de uma semana, o bispo emérito Dom Pedro Casaldáliga, morreu, aos 92 anos, neste sábado (8). Sua morte foi confirmada pela Prelazia de São Félix do Araguaia juntamente com a Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria (Claretianos) e a Ordem de Santo Agostinho (Agostinianos). 

De acordo com o comunicado, o óbito foi declarado às 9h40 no horário de Brasília, o que corresponde 8h40 no horário de Mato Grosso. Ele morreu na na cidade de Batatais, estado de São Paulo, Brasil. 

O velório acontecerá em três locais. O primeiro deles será na cidade onde morreu. O corpo de Dom Pedro Casaldáliga será velado a partir das 15 horas na capela do Claretiano – Centro Universitário de Batatais, unidade educativa dirigida pelos Missionários Claretianos, situada à rua Dom Bosco, 466, Castelo, Batatais, São Paulo, Brasil. 

A missa de exéquias será celebrada, em Batatais, no domingo (9) às 15h no mesmo endereço do velório e será aberta ao público em geral, além de ser transmitida ao vivo pelo link https://youtu.be/spto8rbKye0

Depois, o corpo do bispo será transladado para o município de Ribeirão Cascalheira, em Mato Grosso onde será velado no Santuário dos Mártires, a partir da segunda-feira (10), sem previsão de horário de chegada do corpo. 

Por fim, depois será levado para São Félix do Araguaia  (MT) onde será á velado no Centro Comunitário Tia Irene e em seguida sepultado. Ainda não há previsão sobre o dia em que ocorrerá o sepultamento. Esses detalhes serão repassados posteriormente.

TRAJETÓRIA

Pedro Casaldáliga era conhecido no Brasil por sua forte atuação em defesa dos direitos humanos do País. Nascido na Catalunha como Pere Casaldáliga, chegou ao Brasil em 1968. Desde então, subvertendo o Evangelho de Mateus, capítulo 16, versículo 18, Pedro não foi apenas a pedra em torno do qual edificou-se uma igreja na Amazônia, mas a pedra no caminho dos planos da ditadura e de seus sócios da iniciativa privada em passar por cima dos direitos e da vida de camponeses, ribeirinhos, indígenas, quilombolas.

Em reportagem do portal UOL, consta toda a trajetória do bispo emérito, no Brasil. Conforme a publicação, foi dele a primeira denúncia por trabalho escravo contemporâneo que ganhou o mundo no início da década de 1970. Essa mão de obra foi largamente utilizada em empreendimentos agropecuários na ocupação da região, como a fazenda Vale do Rio Cristalino, pertencente à Volkswagen, com a cumplicidade dos militares.

Por conta de sua atuação contra a ditadura e a violência de grileiros, madeireiros, garimpeiros e produtores rurais passou boa parte da vida marcado para morrer. Foi alvo de processos de expulsão do país. Poeta e escritor, tornou-se uma das principais vítimas da censura baixada pelos verdeoliva durante os anos de chumbo. Era preciso calar Pedro porque ele falava, vivia e lutava por justiça social.

Aos 84 anos e doente, Casaldáliga teve que deixar sua casa em São Félix do Araguaia por conta das ameaças surgidas em decorrência do governo brasileiro, finalmente, ter começado a retirar os invasores da terra indígena Marãiwatsédé, Nordeste de Mato Grosso – ação pelo qual sempre lutou.

FONTE:https://www.folhamax.com/cidades/aos-92-anos-morre-o-bispo-dom-pedro-casaldaliga/269003

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