Quarta-Feira, 25 de Novembro de 2020

Miss MT 2019 Ingrid Santin relata assédio sexual na rua e diz ter sido humilhada em delegacia

Miss MT relata assédio sexual na rua e diz ter sido humilhada em delegacia – vídeo

Polícia Civil afirma que Boletim de Ocorrência foi registrado e que a Delegacia da Mulher vai investigar o caso; também haverá apuração de suposta falta disciplinar no atendimento à vítima em Rondonópolis

Douglas Santos     ReproduçãoMiss ingrid

Na manhã desta segunda-feira (27), Ingrid publicou um vídeo em uma rede social desabafando o momento de angustia que viveu na tarde deste domingo

A modelo e Miss Mato Grosso 2019 Ingrid Santin postou um vídeo em uma rede social relatando momentos em que foi vítima de assédio sexual. O crime, de acordo com a Miss, ocorreu na tarde deste domingo (26), na Avenida Júlio Campos, no bairro Granville, em Rondonópolis. A vítima registrou o Boletim de Ocorrência na manhã desta segunda-feira (27), na Delegacia Especializada da Mulher da cidade, e revela ter sentido humilhação, segunda ela, ao ser atendida na unidade.

De acordo com Ingrid, o caso ocorreu quando ela estava de moto a caminho da casa de sua irmã. No trajeto, ela estava segurando uma bolsa na transversal na região da barriga, quando percebeu que estava sendo seguida e logo, em seguida, foi surpreendida com um homem pilotando uma Fan de cor preta, vestindo uma camiseta da mesma cor da moto.

Segundo o relato na publicação, o rapaz começou a segui-la e, sentir a perseguição, começou acelerar a moto, já com muito medo. Ao avistar uma caminhonete, Ingrid decidiu chegar próximo do veículo para tentar se proteger, porém o condutor da caminhonete corria muito, quando ali, o suspeito aproximou da modelo, colocou as mãos nas pernas e apalpou a vagina de Ingrid Santin.

“Eu gritei, puxei a moto pro outro lado, quase caí, continuei gritando muito, até que ele virou em outra rua. Eu acelerei e comecei a buzinar até chegar à casa da minha irmã, quando ali, desabei”, relata a modelo.

Veja relato

Segundo ela, no momento não teve nenhuma reação, muito menos de anotar a placa do criminoso. “Não consegui pensar em nada, nem de empurrar a moto dele com o pé, fiquei em choque, só consegui puxar minha moto para outro lado e gritar, me senti incapaz”, afirma a vítima

Na manhã desta segunda-feira (27), Ingrid publicou um vídeo em uma rede social desabafando o momento de angustia que viveu na tarde deste domingo. De acordo com Santin, apesar do que ela passou no momento em que foi registrar o Boletim de Ocorrência, ela se deparou com um descaso e se sentiu humilhada, uma vez que, segundo ela, os policiares não demonstrou importância no caso em que ela sofreu.

“Eu realmente quero gritar que nós mulheres ainda estamos desamparadas e que não temos um sistema efetivo! Não importa o tipo de abuso, o agressor deve ser punido. “Eu me senti extremamente humilhada e decepcionada”, desabafa a Miss.

De acordo com Ingrid, no momento do registro do BO, ela foi questionada por uma senhora no atendimento se tinha anotado a placa da moto do suspeito. Santin disse que no momento não teve reação nenhuma e não anotou, mas recordava da moto e vestimenta do criminoso. Dessa forma, a modelo foi informada que não teria como registrar o BO, muito menos em localizar o suspeito sem ao menos ter o número da placa. Depois de muita insistência, ela finalmente conseguiu registrar o acontecimento.

 “Eu me pergunto, sou eu cidadã e vítima que tenho de identificar a placa e o suspeito? Sou eu que tenho que ir atrás? Ou isso é obrigação e dever da Polícia? se pergunta Ingrid.

ReproduçãoMiss

Posicionamento da Polícia Civil

Segundo a Polícia Civil, a vítima procurou a Delegacia Especializada da Mulher em Rondonópolis (DEDM) na manhã desta segunda (27) para relatar a ocorrência, foi atendida e teve o boletim registrado.

De acordo com a polícia, durante o procedimento de registro de ocorrências, os policiais coletam o maior número possível de informações para dar prosseguimento às investigações.

De fato, foi perguntado à vítima se ela  havia conseguido anotar a placa da motocicleta, pois é necessário reunir informações para que seja possível identificar o agressor. Contudo, o fato da vítima não conseguir dar tal informação não é empecilho para o registro da ocorrência, como foi feito.

A Polícia Civil ressalta que toda a Delegacia da Mulher tem equipes aptas a fazer o registro e acolhimento das vítimas que procuram as unidades. Até o momento, não foi identificado o possível criminoso. A delegada responsável pelo caso já determinou a realização de diligências a fim de identificar o suspeito.

Ainda conforme a PC, também será apurado administrativamente se ocorreu algum tipo de falta disciplinar por parte do servidor, quanto ao atendimento prestado à vítima.

FONTE: https://www.rdnews.com.br/policia/miss-mt-relata-assedio-sexual-na-rua-e-diz-ter-sido-humilhada-em-delegacia-video/127464

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