Voucher na Educação: O Governador Mauro Mendes lembra que vários professores têm 2 empregos e não passam dificuldades

Governador diz que está “sensível” ao pleito da categoria, mas afirma que não pode infringir a legislação

ALLAN MESQUITA
Da Redação

Apesar de alegar que o Estado está “sensível” a situação dos professores interinos, o governador Mauro Mendes (DEM) voltou a afirmar nesta quarta-feira (3) que só vai contratar e conceder o auxílio para os educadores se tiver respaldo legal. Em entrevista à rádio Centro América FM, o chefe do Executivo Estadual ainda minimizou a situação dos profissionais.

Segundo ele, vários deles trabalham “em outro lugar” e não estariam passando por dificuldades como pregam algumas instituições e até o sindicato da categoria. “Nós identificamos que dos 2,5 mil profissionais que não foram contratados, uns 400 tem outro emprego, na prefeitura ou em outros lugares. Em tese, eles estão recebendo. Mesmo assim, o governo está muito sensível. Se encontrarmos um aspecto legal, nós deveremos fazer as contratações”, colocou.

Ocorre que no dia 13 de maio os deputados estaduais aprovaram o Projeto de Lei 365/220 que prevê o pagamento de um auxílio emergencial aos professores interinos do ensino público estadual. A proposta inicial apresentada pelo deputado Valdir Barranco (PT), em conjunto com as lideranças partidárias, previa a contratação dos professores interinos, que tiveram o contrato suspenso durante o período de pandemia. 

A medida seria o socorro para os mais 2,5 mil profissionais que não foram contratados porque não houve o início do calendário escolar, que estava marcado para o dia 23 de março, mas que foi suspenso em razão da Covid-19. Em forte crise, profissionais efetivos estão arrecadando alimentos e dinheiro para montar cestas básicas para os colegas interinos em várias escolas.

Mesmo assim, Mendes criticou a atitude do legislativo alegando que não é responsabilidade da Assembleia aumentar os gastos do governo. “Não é atribuição da Assembleia Legislativa criar despesas para o governo, isso está na constituição. Independente disso, estamos analisando essa questão”, complementou.

O projeto aprovado foi encaminhado para o Palácio Paiáguas há quase um mês e “parou” na mesa de Mendes, que até agora não sancionou a medida. Diante disso, o chefe de Estado alegou que aguarda um parecer da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para definir se pagará o voucher a esses trabalhadores. “A PGE está analisando se eu posso pagar pra alguém que não é servidor do Estado a título de salário. Senão, temos que criar uma verba de assistência social”, finalizou.  

FONTE: https://www.folhamax.com/politica/mauro-lembra-que-varios-professores-tem-2-empregos-e-nao-passam-dificuldades/259790

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